sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fernandes afirma que é preciso aperfeiçoar relação entre poderes

Por Vanessa de Oliveira do Diário Regional

Não foram raras as vezes em que vereadores de Mauá, inclusive os da base de sustentação ao prefeito Oswaldo Dias (PT), reclamaram da falta de comunicação entre o Executivo e Legislativo.

O ápice da insatisfação ocorreu na última sessão ordinária, quando seis projetos entraram em regime de urgência para votação. O fato causou desentendimento entre o vereador Ivan Gomes, o Batoré (PP), e o secretário de Governo, José Luiz Cassimiro (PT).

Para o líder de governo na Câmara, Rômulo Fernandes (PT, foto), não há falha na comunicação, como acreditam Batoré e o presidente da Casa, Rogério Santana (PT). “O que precisa é aperfeiçoar a relação já existente. Sempre temos de aperfeiçoar as relações, em todos os níveis. O que a gente pode fazer é incrementar o diálogo antes de mandar o projeto”, argumentou.

O petista revelou que, ultimamente, a prática de reunir a base e o governo para discutir e entender melhor as propostas não tem a frequência que merece. “Tínhamos reunião semanal, e deixou de ter por motivos de agenda. Temos de retomar essa discussão em janeiro e realizar, sistematicamente, essas reuniões todo início de semana”, sugeriu Fernandes.

No caso da última sessão do ano, Fernandes ressaltou que não houve falta de comunicação. “Foi falta de entendimento. Não é fácil pegar seis projetos e ler com tranquilidade. É preciso evitar o envio de projeto com urgência. Porém, às vezes, não dá. As urgências exigem isso.”

Peso nos ombros - Rômulo Fernandes é, juntamente com o secretário de Governo, o elo entre a prefeitura e a Câmara. Sendo 2012 um ano eleitoral, em que o prefeito buscará a reeleição, o vereador sabe que os colegas, principalmente da oposição, vão lhe cobrar mais. “O clima vai esquentar e a cobrança vai ser muito maior, não tenho dúvida. Então, terei de redobrar a paciência”, disse.

Para lidar com o peso da responsabilidade, Fernandes apos­tará no diálogo. “Se conseguir convencer as pessoas das coisas importantes que acredito, ótimo. Do contrário, vamos para o voto. O limite é o voto.”

O petista sabe que também enfrentará a insatisfação com o governo vindas da própria sustentação, como tem acontecido ultimamente. Porém, não acredita em rompimento na base.

(Foto: ABCD Maior)

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