Não foram raras as vezes em que vereadores de Mauá, inclusive os da base de sustentação ao prefeito Oswaldo Dias (PT), reclamaram da falta de comunicação entre o Executivo e Legislativo.O ápice da insatisfação ocorreu na última sessão ordinária, quando seis projetos entraram em regime de urgência para votação. O fato causou desentendimento entre o vereador Ivan Gomes, o Batoré (PP), e o secretário de Governo, José Luiz Cassimiro (PT).
Para o líder de governo na Câmara, Rômulo Fernandes (PT, foto), não há falha na comunicação, como acreditam Batoré e o presidente da Casa, Rogério Santana (PT). “O que precisa é aperfeiçoar a relação já existente. Sempre temos de aperfeiçoar as relações, em todos os níveis. O que a gente pode fazer é incrementar o diálogo antes de mandar o projeto”, argumentou.
O petista revelou que, ultimamente, a prática de reunir a base e o governo para discutir e entender melhor as propostas não tem a frequência que merece. “Tínhamos reunião semanal, e deixou de ter por motivos de agenda. Temos de retomar essa discussão em janeiro e realizar, sistematicamente, essas reuniões todo início de semana”, sugeriu Fernandes.
No caso da última sessão do ano, Fernandes ressaltou que não houve falta de comunicação. “Foi falta de entendimento. Não é fácil pegar seis projetos e ler com tranquilidade. É preciso evitar o envio de projeto com urgência. Porém, às vezes, não dá. As urgências exigem isso.”
Peso nos ombros - Rômulo Fernandes é, juntamente com o secretário de Governo, o elo entre a prefeitura e a Câmara. Sendo 2012 um ano eleitoral, em que o prefeito buscará a reeleição, o vereador sabe que os colegas, principalmente da oposição, vão lhe cobrar mais. “O clima vai esquentar e a cobrança vai ser muito maior, não tenho dúvida. Então, terei de redobrar a paciência”, disse.
Para lidar com o peso da responsabilidade, Fernandes apostará no diálogo. “Se conseguir convencer as pessoas das coisas importantes que acredito, ótimo. Do contrário, vamos para o voto. O limite é o voto.”
O petista sabe que também enfrentará a insatisfação com o governo vindas da própria sustentação, como tem acontecido ultimamente. Porém, não acredita em rompimento na base.
(Foto: ABCD Maior)
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